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Gestão de frotas

Indicadores de gestão de frota que valem acompanhar

Por Equipe Lambertti4 min de leitura

Indicadores de gestão de frota que valem acompanhar

Os indicadores de gestão de frota que valem acompanhar são os que mostram, de forma simples, quanto a frota custa, quanto ela produz e quão segura ela é. Na prática, os principais são: consumo de combustível (km por litro), custo por quilômetro, disponibilidade dos veículos, quilômetros rodados vazios, índice de manutenção corretiva, custo de pneus, entregas no prazo e ocorrências de segurança.

Não adianta medir tudo. Uma lista curta, acompanhada todo mês, com os mesmos critérios, diz muito mais do que um painel cheio de números que ninguém olha. O objetivo do indicador é apontar onde agir.

Por que medir a frota com indicadores?

Sem números, a gestão vira impressão. "Esse caminhão gasta muito", "aquele motorista freia demais", "a oficina está cara": tudo isso pode ser verdade ou não. Os indicadores transformam essas percepções em fatos comparáveis entre veículos, rotas, motoristas e meses.

Eles também ajudam a responder perguntas importantes, como quando vale a pena renovar a frota, se o plano de manutenção está funcionando e se o frete cobrado cobre o custo real da operação.

Quais indicadores acompanhar?

Indicadores de custo

  • Custo por quilômetro: soma de todos os custos (combustível, manutenção, pneus, salários, seguros, impostos, depreciação) dividida pelos quilômetros rodados. É o indicador mais completo para saber quanto a frota custa.
  • Consumo de combustível: quilômetros por litro, por veículo e por rota. Como o diesel costuma ser um dos maiores custos da operação, pequenas variações pesam. Para calcular, use a ferramenta de média de consumo.
  • Custo de manutenção por quilômetro: mostra se algum veículo está ficando caro demais para manter.
  • Custo de pneus por quilômetro: inclui compra, recapagem e consertos. Ajuda a avaliar marcas, fornecedores e práticas de rodízio.

Indicadores de operação e produtividade

  • Disponibilidade da frota: o tempo em que o caminhão está pronto para rodar, comparado ao tempo total. Caminhão na oficina não gera receita.
  • Quilômetros rodados vazios: trechos sem carga, geralmente no retorno. Quanto menor, melhor o aproveitamento.
  • Taxa de ocupação: quanto da capacidade do baú (em peso, volume ou paletes) está sendo usada em cada viagem.
  • Entregas no prazo: a porcentagem de entregas feitas dentro da janela combinada com o cliente. É o indicador que o embarcador mais sente.
  • Tempo de carga e descarga: horas paradas em pátio de cliente afetam a escala do motorista e o custo da viagem.

Indicadores de manutenção e segurança

  • Relação entre manutenção preventiva e corretiva: se a corretiva domina, o plano preventivo precisa de ajuste.
  • Tempo médio entre falhas: quanto tempo ou quilometragem um veículo roda sem parar por quebra.
  • Ocorrências de segurança: acidentes, quase acidentes, excessos de velocidade e frenagens bruscas registrados pela telemetria.
  • Cumprimento da jornada: respeito aos tempos de direção e descanso previstos na Lei do Motorista. A ferramenta de jornada do motorista ajuda a conferir.

No transporte refrigerado, entra mais um indicador: desvios de temperatura da carga durante a viagem. Na Lambertti, todos os veículos são monitorados via satélite pelo sistema OnixSat, com sensores de temperatura da carga e de velocidade do veículo, o que permite acompanhar esses dados em tempo real.

De onde vêm os dados dos indicadores?

Um indicador só é confiável se o dado que o alimenta também for. As fontes mais comuns são:

  • Abastecimentos: litros, valor, quilometragem e veículo, registrados a cada parada no posto.
  • Ordens de serviço da oficina: o que foi feito, peças trocadas, custo e tempo parado.
  • Controle de pneus: posição, quilometragem, sulcos e recapagens de cada pneu.
  • Telemetria e rastreamento: velocidade, trajetos, paradas e, no refrigerado, temperatura.
  • Registros de entrega: horário de chegada, tempo de descarga e ocorrências.

Vale definir quem registra cada informação e em que momento. Quando o registro depende da memória, o indicador perde valor.

Como transformar indicadores em decisão

Medir é a metade do trabalho. A outra metade é usar o número. Algumas práticas ajudam:

  1. Defina como cada indicador é calculado e não mude a fórmula no meio do caminho. Senão, a comparação entre meses perde o sentido.
  2. Compare iguais: caminhões do mesmo tipo, em rotas parecidas. Um veículo que roda serra não pode ser comparado a um que roda em planície sem levar isso em conta.
  3. Olhe a tendência, não só o número do mês. Uma piora constante diz mais do que um mês ruim.
  4. Converse com o motorista antes de tirar conclusões. Às vezes o consumo subiu por causa de obra na rodovia, e não por mau hábito.
  5. Escolha poucas ações por vez e acompanhe o efeito delas nos meses seguintes.

Perguntas frequentes

Qual é o indicador mais importante da frota?

O custo por quilômetro é o mais completo, porque reúne todos os gastos. Mas ele precisa ser lido junto com disponibilidade, consumo e entregas no prazo para mostrar o quadro inteiro.

Com que frequência acompanhar os indicadores?

A maioria funciona bem em acompanhamento mensal. Alguns, como desvios de temperatura e excesso de velocidade, pedem olhar diário ou em tempo real.

Preciso de um sistema para medir os indicadores?

Ajuda bastante, principalmente com telemetria, mas dá para começar com planilha. O importante é registrar os dados sempre do mesmo jeito.

Uma transportadora que mede e acompanha a operação consegue entregar com mais previsibilidade. Se você busca esse cuidado para a sua carga, solicite uma cotação à Lambertti.

Equipe Lambertti

Conteúdo da LAMBERTTI Sem Fronteiras, transportadora de cargas refrigeradas e secas desde 1981.