
O transporte de cargas para o Paraguai por rodovia é feito por caminhão, da empresa de origem no Brasil até o destinatário paraguaio, com despacho aduaneiro na saída do Brasil e na entrada do Paraguai. A carga viaja acompanhada dos documentos do transporte internacional, como o CRT e o MIC/DTA, além da documentação comercial do exportador.
Para dar certo, três coisas precisam estar alinhadas antes do embarque: a documentação, as exigências do produto no Paraguai e uma transportadora preparada para a operação internacional. Neste guia, explicamos cada uma delas de forma prática.
Por que o caminhão é uma boa opção para o Paraguai?
O Paraguai não tem saída para o mar, e o Brasil é um dos seus vizinhos diretos. Isso torna o transporte rodoviário uma alternativa natural para levar mercadorias entre os dois países, com algumas vantagens:
- Entrega porta a porta: a carga sai do embarcador e chega ao destinatário no mesmo veículo.
- Menos manuseio: sem transbordos, o risco de avaria diminui.
- Bom para perecíveis: com baú frigorífico e monitoramento, a temperatura é controlada durante toda a viagem.
- Agenda flexível: a coleta pode ser combinada de acordo com a produção ou o estoque do cliente.
Antes de pedir a cotação, separe as informações básicas: cidade de origem e de destino, tipo de produto, peso, quantidade de paletes ou volumes, faixa de temperatura (se for perecível) e data desejada para a coleta. Com esses dados em mãos, a transportadora consegue indicar o veículo certo e planejar a viagem com mais precisão. Se a carga for paletizada, a ferramenta paletes no baú ajuda a ter uma ideia de como ela ocupa o espaço.
Quais documentos acompanham a carga?
Cada operação depende do produto e do acordo comercial, mas, de forma geral, a carga para o Paraguai viaja com:
- Nota fiscal eletrônica (NF-e) de exportação, emitida pelo exportador brasileiro;
- Fatura comercial e romaneio de carga (packing list), com a descrição, o peso e os volumes;
- CRT (Conhecimento Internacional de Transporte Rodoviário), emitido pela transportadora;
- MIC/DTA (Manifesto Internacional de Carga / Declaração de Trânsito Aduaneiro), que permite à carga seguir sob controle aduaneiro;
- Certificados exigidos para o produto, como certificado de origem ou certificados sanitários, quando aplicáveis.
A lista exata muda conforme a mercadoria. Confirme sempre com o seu despachante aduaneiro e com a Receita Federal. O post documentos do transporte rodoviário internacional explica para que serve cada um.
O que observar em cargas refrigeradas?
Alimentos e outros produtos perecíveis costumam ter exigências sanitárias tanto na saída quanto na entrada. Além da documentação, a qualidade do produto depende do controle de temperatura em todas as etapas:
- informe à transportadora a faixa de temperatura correta do produto;
- entregue a carga já na temperatura de transporte, porque o baú mantém a temperatura, não resfria o produto;
- garanta que o baú seja pré-resfriado antes do carregamento;
- combine o tempo de espera previsto na fronteira, para que o equipamento de frio funcione durante todo o período.
A Lambertti foi fundada com foco em mercadorias refrigeradas no Mercosul e trabalha com câmaras frigoríficas com sistema paletizado de 28 paletes. Todos os veículos são monitorados via satélite pelo sistema OnixSat, com sensores de temperatura da carga, bloqueio e travas nas portas do compartimento de carga.
Como a matriz da Lambertti se relaciona com essa rota?
A matriz da Lambertti fica em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, região de fronteira com o Paraguai. A empresa foi fundada em 1981 com foco justamente em mercadorias refrigeradas no Mercosul, e o transporte para os países vizinhos faz parte da sua história desde o início.
Essa história faz parte da rotina da equipe: planejar a viagem, conferir os documentos com o cliente e acompanhar o veículo até a entrega, seja a carga refrigerada ou seca.
Como evitar atrasos na travessia?
A maior parte dos atrasos em operações internacionais tem origem em detalhes que podem ser resolvidos antes de a carga sair. Algumas práticas ajudam:
- Dados iguais em todos os documentos: descrição, peso, quantidade de volumes e valores precisam bater entre nota fiscal, fatura, romaneio, CRT e MIC/DTA.
- Certificados prontos antes da coleta: não deixe para emitir na véspera.
- Embalagem e paletização adequadas: carga bem montada facilita uma eventual conferência física.
- Contato com o importador: o lado paraguaio também precisa estar pronto para o despacho de importação.
- Margem no cronograma: o tempo de liberação varia conforme o movimento e a conferência das autoridades.
Para entender o que acontece na aduana, leia fronteira e aduana: o que acontece com a carga na travessia.
Perguntas frequentes
A Lambertti transporta carga seca para o Paraguai?
Sim. Além de produtos refrigerados, a Lambertti atende carga seca com baú seco e sider, no Brasil e no transporte internacional para Paraguai, Uruguai e Argentina.
Quem emite o CRT e o MIC/DTA?
Esses documentos são emitidos pela transportadora, com base nas informações e nos documentos comerciais enviados pelo exportador.
Quais impostos e taxas incidem na importação pelo Paraguai?
Depende do produto, da classificação fiscal e das regras paraguaias em vigor. Quem informa isso com segurança é o despachante aduaneiro do importador.
Vai enviar carga para o Paraguai? Conte para a Lambertti o produto, o volume e a temperatura necessária. Peça uma cotação e receba o retorno da nossa equipe.
Conteúdo da LAMBERTTI Sem Fronteiras, transportadora de cargas refrigeradas e secas desde 1981.



